segunda-feira, 21 de setembro de 2009

antes da hora

como se o tempo soubesse enquanto passa correndo pelas ruas escorrendo pelas paredes duras do quarto no silêncio da noite
como se as estações pudessem chegar na hora certa em horas marcadas em agendas, em nossas agendas humanas

o tempo não
ele rói a terra corta histórias pela metade desvia caminhos traça novos rumos inquietos nas curvas da madrugada

a nós resta olhar a lua procurar por um vento mais morno ou mais gelado descobrir nuvens escuras ou um céu sem nuvens e ir seguindo na chuva ou ao sol como calhar como for possível

enquanto o tempo enquanto a primavera enquanto a noite
tudo certo como dois e dois são cinco

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