parada na praça ela fica
atônita olhando as mulheres com seus cachorros as crianças entretidas nas amoreiras
e as árvores acolhem bandos de maritacas que gritam e gritam
para depois mergulhar do alto como se fossem bater a cabeça no chão
Dona Maria olha a tudo com um olhar aos poucos se apagando e posso ler nos olhos dela a muda pergunta que se faz
depois vai caminhando devagar segurando-se na cerca enquanto o dia termina
a lua cresce enquanto ela esquenta a sopa corta a fatia de pão e senta-se para comer
na mais absoluta solidão
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