deve ter sido no outono que a levaram sim porque por entre nossas lembranças daquela época há o vento noroeste balançando as cortinas jogando os lençóis do varal para desespero de Ana sacudindo a copa dos coqueiros levando as flores do jasmim em corrupios pelo ar
o vento e um tremor inevitável quando do bater de portas e janelas que se abriam de par em par ou se fechavam de repente
há memórias de uma luz difusa diluindo o contorno gasto dos barcos ancorados na praia pequena e névoa sobre o oceano uma perda de limites com o céu um estado de torpor como entre o sonho e a vigília umas saudades sem sossego de coisas que sequer aconteceram um receio de perder o que ainda nem se tem
eram assim aqueles dias em que certo dia demos pela falta dela
havia véus avermelhados e uma escuridão que demorava muito a subir da linha do horizonte pois a noite demorava demais a chegar
linda obra, ela voa no espaço
ResponderExcluirFabiana Louro
querida Fabiana e capricorniada, só hoje vi seu comentário...como podes ver quase que me esqueço de mim mesma encantada que sou com as coisas do mundo,
ResponderExcluirbeijo grande, Sônia