em cada um de nós
sentada no banco reservado aos idosos Adriana chorava sozinha
chorava num silêncio que sequer disfarçava as lágrimas que escorriam
simétricas se encaixando na gola branca da blusa de frio
Adriana chorava em silêncio com a mais constrangedora dignidade e o
sofrimento que ela não escondia nem mostrava flutuou no ar parado no ar cansado
entre os vidros cerrados pela chuva
seguíamos todos juntos e a Heitor Penteado era uma alameda agora de
lembranças que cada um de nós sem desejar recuperava
todas elas tristes
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