Janeiro em Boiçucanga
As ruas estreitas e silenciosas
perfumam-se no verão com o cheiro adocicado da jaca madura. Na varanda, sozinha
com uma faca na mão e uma tigela enorme me detenho a observá-la. Toda ela
alimentaria dez pessoas, toda ela exagerada, senhora de si, contente por ser
como é alimentando pássaros e pessoas.
Uma nova chuva despenca com pingos grossos.
Penso nessa fartura da natureza. Em seguida na ganância e na miséria.
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