domingo, 16 de outubro de 2011

um passo em abril

o cheiro de sangue cortou o ar da manhã
um bafo doce
quente
trespassou o ar
numa vertigem de pó

o nada asfixiante do dia
encontrou na esquina uma presença pesada
escura
dura de respirar

o ipê florido recortava de estranheza a paisagem do IML
como um enorme buquê
inútil
que se deixa esquecido sobre um túmulo

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